O Gozo

Mulher ao gozo não si leva

Eleva ao outro aquilo que lhe era de direito

Levando ao gozo seu “parceiro”

 

Quando ela alcança o gozo

Não é de seu gosto

E sim do macho que declama glorioso:

“Sou o senhor do gozo!”

 

Carlos Ronchi

Publicado em Poemas | Etiquetas , , , , , , | Publicar um comentário

Tom Zé – Estudando o Pagode (algumas palavras)

Fruto de quatro anos de pesquisa de tom Zé e de sua mulher Neusa, o CD Estudando o Pagode é um manifesto em prol das mulheres levantando a questão da arcaica dominação masculina. Pesquisas como a do Projeto Sexualidade da USP, revelou que quase 60% das mulheres não atingem o orgasmo. “E os rapazes não estão nem aí para elas”, diz Tom Zé.

A maneira como a arcaica dominação masculina é abordada nas faixas do álbum, é uma maneira que possibilita uma facílima compleição e um profundo debate.
No álbum é muito claro dois conceitos de Millert: “o domínio masculino se assenta na crença generalizada de sua supremacia biológica sobre as mulheres e se impõe pela força; e o gênero é uma identidade adquirida.”

“Mas Nora ignora os poderes
Reais,
O chicote, a espada e suas leis
Morais.
Era de se ver,
Era de se ver.

E quando decide escrever
O seu próprio roteiro,
Quebrar as correntes
Do secular cativeiro,”

Canção de Noras (Casa de Bonecas)

“Desde criança a mulher
Enfrenta aquela
Dissimulada agressão:
Eram descarados provérbios maldosos,
E duros, naquele tom brincalhão.
E na dureza do escárnio
Se o amor-próprio se parte…”

Vibração da Carne

 Em muitos países do mundo a garota
Também não tem o direito de ser.
Alguns até costumam fazer
Aquela cruel clitorectomia.

Mas no Brasil ocidental civilizado
Não extraímos uma unha sequer
Porém na psique da mulher
Destruímos a mulher.

Proposta de Amor

“Mônica Sol-Musa: Ave Maria!
Aqui por nós, Maria,
Vem levantar a voz.
Tem misericórdia da mulher,
Nas aflições
Que o homem cria contra nós.”

Ave Dor Maria

Ronchi

Publicado em Textos | Etiquetas , , , , | Publicar um comentário

Por que participar do I Encontro de Mulheres Estudantes da USP?

Ola minha gente, este convite esat no blog MMMUSP (Marcha Mundial das Mulheres núcleo USP)

Estou reblogando pois, por motivos óbvios, é também de interesse deste blog.


Por que participar do I Encontro de Mulheres Estudantes da USP?

Nos dias 21, 22 e 23 de Outubro acontecerá o I Encontro de Mulheres Estudantes da USP, no Campus Butantã. Nos três dias, acontecerão palestras, oficinas, grupos de discussão, saraus, entre outras atividades de caráter feminista.

Esses espaços debaterão a questão da mulher, tanto em nível geral, quanto discutindo especificidades nossas, mulheres estudantes. Afinal, todas  já sofremos com diversas coisas: áreas de trabalho destinadas para os homens – nas quais, mesmo com uma boa qualificação, temos mais dificuldade para nos inserir; medo de sair sozinha para festas e baladas e sofrer algum tipo de abuso sexual por isso, ou mesmo de ser taxada pelos colegas de “saidinha” ou coisas do tipo; o problema da falta de segurança nos campi, que nos deixa temerosas de andar e passear pela Cidade Universitária à noite e aos finais de semana; maior dificuldade em prosseguir os estudos na pós, já que é no mesmo período em que normalmente seremos, ou esperam que sejamos, mães; ausência de políticas de permanência eficazes para as mulheres que engravidam durante a graduação, como, por exemplo, o reduzido número de bolsas, vagas em creches e nos apartamentos da moradia universitária.

Existem, ainda, outras ações que nos agridem, e são menos percebidas, ou completamente ignoradas: cartazes de festas com mulheres vulgarizadas, sendo as mulheres colocadas como qualquer outra diversão oferecida na festa; piadinhas de nossos colegas; professores que desqualificam suas alunas – evidênciando o descrédito em suas competências acadêmicas -; sermos julgadas pelas roupas que usamos, ou pela nossa sexualidade, e inúmeras outras violências pelas quais todas nós passamos ou passaremos dentro e fora dos muros da Universidade.

O cenário, contudo, não é diferente do mundial no que toca a questão das mulheres. Todas nós, por anos, sofremos as mesmas violências, as mesmas imposições e definições do que é ser mulher, para que ser mulher e qual nosso papel. Por isso existe o feminismo, e, consequentemente, o movimento feminista.

Feminismo é a idéia de que homens e mulheres são iguais, ou seja, não existem “coisas de meninos” e “coisas de meninas”, nem profissão de homens e profissão de mulheres, roupas de homens e roupas de mulheres, hábitos e comportamentos de homens e hábitos e comportamento de mulheres. Mas, não é fácil romper com essas idéias pré-estabelecidas, que geram a violência contra nós, mulheres, a desigualdade no mercado de trabalho, o cerceamento de nossa liberdade sobre nossas vidas e corpos, para, então, atingirmos a igualdade.

Junto com a teoria feminista existe o movimento feminista. São as mulheres organizadas para discutir, atuar e planejar como podem minimizar e acabar com a opressão que sofrem; para trocar experiências e conversar, trocar as vivências e, assim, escrever a própria história, aprendendo a ser mais livres das amarras de nossa sociedade patriarcal-machista-racista-homofóbica.

Por isso, no X Congresso dos Estudantes da USP, e no EnCA -Encontro de Centros Acadêmicos da USP-, nós, mulheres, lembramos da importância de termos esse espaço feminista também na Universidade, do quanto precisávamos nos encontrar e descobrir quantas somos, quem somos e onde estamos. Dividir como são as experiências de uma estudante de Engenharia Civil, de uma aluna da Pedagogia, as nossas dificuldades – no mercado de trabalho, na vivência universitária, nos nosso papéis sociais. E assim nos fortalecermos, definirmos o que de fato nos afeta e como podemos enfrentar essa realidade.

Assim, nós, da Marcha Mundial das Mulheres, convidamos a todas as mulheres da USP a participarem do “I Encontro de Mulheres Estudantes da USP” e das atividades pré-encontro, que serão realizadas pelos Centros Acadêmicos,  pelo DCE e por coletivos de mulheres da USP.

                                   Mulheres em marcha para mudar a universidade!

——————————————————————————————————————–

Confira o calendário de atividades pré-EME realizadas pela Marcha!

13/09:
Feminismo: que bicho é esse?
Um breve histórico da luta feminista.
Com Nalu Faria, da SOF e da Coordenação Executiva da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil.
Local: FEA: sala G-13.
Horário: 18h.

27/09:
A Atualidade da Luta das Mulheres
Feminismo ontem, hoje e sempre.
Com Maria Fernanda, da SOF e militante da Marcha Mundial das Mulheres.
Local: Faculdade de Educação (sala a confirmar).
Horário: 18h.

04/10:
Movimento Estudantil Feminista
Desafios e Perspectivas para as feministas no ME.
Local: ECA (sala a confirmar).
Horário: 18h.

Lembrando que todas as atividades começam às 18h e vão até às 19h30, tempo em que as salas ficam disponíveis, pois há aulas no período noturno. Por isso, pedimos que, quem puder, chegue pontualmente, para que possamos aproveitar ao máximo o tempo que temos para o debate.

Obs.: atividades mistas.

Veja a página do encontro no facebook: http://www.facebook.com/pages/I-Encontro-de-Mulheres-Estudantes-da-USP/234342633251236

Publicado em Eventos | Etiquetas , , | Publicar um comentário

A Grande Feminista

A grande feminista , com medo de uma solidão, volta ao seu macho que antes a violentara. Volta de modo submisso, mesmo querendo demonstrar a ele uma intolerância a determinadas atitudes dele.

A Grande Feminista, uma menina, usa o adjetivo “feminista”, junto a alguns discursos pré-moldados, como escudo. Ao militar sente-se poderosa, sente-se respeitada.

A Grande Feminista, ao final, não passou de uma menina cheia de ideias e argumentos, mas não os coloca em prática em sua vida pessoal.

Publicado em Poemas, Textos | Etiquetas , , | Publicar um comentário

 

SEXO VS CULPA

 A culpa é uma das coisas mais difíceis de modificar porque está entranhada nas nossas mentes. São anos e anos de pessoas nos dizendo que sexo é errado, é pecado, deve ser utilizado apenas pra procriar. Porra nenhuma! É difícil entender isso, mas sexo é vida! Sexo muda tudo, até sua forma de viver e ver a vida. Você fica mais relaxada, se relaciona melhor com as pessoas. Sexo pode até mudar sua vida familiar, a forma com que você trata seus filhos, e principalmente, a forma com que você se relaciona com seu companheiro.

Mas eu entendo que a culpa é uma coisa difícil de se ultrapassar. Mesmo com mais de vinte anos já fora de casa, eu ficava pensando no meu pai e numa tia super-rígida que eu tenho, imaginava “o que eles iam pensar sobre o que eu tava fazendo?”. Tenho um tio que amava muito, mas já morreu, e ficava pensando “será que ele está me vendo agora?”. Ele estava morto e eu pensando que ele me olhava do Paraíso. Com cara de reprovação! “Não, não! Tati. não faz isso! É perverso!”. Cruzes! Enfim, entendo como a culpa pode ser um problema. Ela é uma praga! Claro que ela tem uma função, mas essa função é reservada para atos moralmente errados da nossa conduta, o que não é o caso do sexo.

Sabe o que eu acho que nos libera dessa culpa, embora nem sempre totalmente? O sexo. Complicado, não é? Mas não é tão difícil. Depois de começar a passar pela verdadeira experiência sexual, aos poucos você se permite mais e mais, e aí começa a ganhar os benefícios do sexo, podendo se tornar até uma pessoa mais leve. É aí, nesse momento, que você começa se despir da merda da culpa! Por que você vai ter culpa de algo que, além de te dar tanto prazer. te traz verdadeiros benefícios na sua própria vida? O termo “mal amada” não é a toa; pode reparar, que como a maioria dos ditados populares, ele tem fundamento.

Tatiana Presser

Psicóloga & Sexpert

Publicado em Textos | Etiquetas , , , , | Publicar um comentário

Blogagem Coletiva – Lei Maria da Penha

No dia 07 de agosto, a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida como Lei Maria da Penha, que dispõe sobre mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, completa 5 anos. Para marcamos essa data de luta pelo fim da violência contra a mulher, convidamos você a participar da Blogagem Coletiva – Lei Maria da Penha no dia 08 de agosto.

Escreva sobre o assunto no seu blog, deixe o link aqui nos comentários ou nos mande por email, twitter, facebook, etc. No dia 08 de agosto (segunda-feira) publicaremos um post linkando todos os textos participantes, com o objetivo de discutir, refletir e fortalecer uma lei fundamental para milhares de mulheres.

Cartaz da AMB – Articulação de Mulheres Brasileiras

[+] Lei Maria da Penha na íntegra

[+] Como especialistas avaliam os cinco anos da Lei Maria da Penha

[+] Dados sobre a Violência contra as Mulheres

[+] Lei Maria da Penha citada como exemplo em relatório da ONU

[+] Vídeo – Programa Profissão Repórter: Violência Doméstica: Parte 1 e Parte 2.

[+] Entrevista – Maria da Penha avalia a aplicação da lei que leva o seu nome

[+] Vídeo – Programa Conexão Repórter: Quando o medo dorme ao lado: Parte 1 – Parte 2 –Parte 3 e Parte 4

[+] Reportagem – Maria da Penha, a mulher que sobreviveu à tentativa de assassinato pelo marido e virou nome de lei

[+] Só para mulheres – O sujeito de direito sob proteção da Lei Maria da Penha é a mulher, discordando da abrangência para homossexuais homens. Texto de Debora Diniz

[+] Notícia – Criada para mulheres, Lei Maria da Penha também ajuda homens. No Rio e no Rio Grande do Sul, juízes decidiram aplicar a lei para relações homossexuais. No Mato Grosso, homem conseguiu se proteger da ex-mulher.

 

Fonte: Blogueiras Feministas

Publicado em Textos | Etiquetas , , , | Publicar um comentário

Pré – Conferência para discussão de Políticas Públicas para a Mulher

Publicado em Eventos | Etiquetas , , , , , | Publicar um comentário